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Análise fundamentalista para USD & EUR
Análise macro-fundamentalista semanal do EUR/USD com score de 0 a 100. Avalia política monetária (Fed e BCE), inflação, crescimento económico e sentimento de risco para determinar o viés direccional do par cambial mais negociado do mundo. Actualizado semanalmente.
A semana que se avizinha é, sem margem para dúvidas, uma das mais carregadas do ano em termos de eventos de política monetária, com quatro bancos centrais a decidirem taxas em apenas três dias — Fed na quarta-feira, BoE e BoJ na quinta-feira, e os dados de crescimento americano a fechar o ciclo. Tudo isto acontece num contexto de risco-off instalado, alimentado pela escalada geopolítica no Médio Oriente e pelo Brent a testar os 100 dólares por barril, o que complica a vida de qualquer banco central que ainda não terminou o seu ciclo de aperto. A divergência monetária continua a ser o driver dominante, representando 43% dos fluxos institucionais, e esta semana será um teste directo à credibilidade dessa narrativa: os mercados vão calibrar em simultâneo onde estão a Fed, o BoE e o BoJ — o que torna qualquer erro de comunicação potencialmente muito caro.
O FOMC de quarta-feira, 29 de julho, é o evento âncora da semana. O mercado não espera uma subida de taxas, mas o choque energético em curso obriga Powell a reconhecer riscos inflacionários renovados, e qualquer sinalização de que a Fed poderá ter de manter restrição por mais tempo do que o esperado deverá reforçar o dólar, que permanece numa postura neutra-mas-perigosa de apostar contra. Antes disso, o IPC australiano de terça-feira, 28 de julho, é o evento mais binário da semana para o AUD: com o RBA numa trajetória hawkish após um relatório de emprego de junho surpreendentemente forte, uma leitura de inflação acima do esperado — em particular no Trimmed Mean CPI — poderia consolidar as apostas numa subida de juros em agosto e impulsionar o dólar australiano, que mantém o viés mais claramente bullish entre as majors. A governadora Bullock fala já na segunda-feira, 27 de julho, e o mercado vai escrutinar cada palavra em busca de pré-orientação.
A libra esterlina é a moeda mais complexa desta semana, e o seu posicionamento CFTC torna-a especialmente volátil: os Asset Managers mantêm posições curtas extremas em GBP num percentil 4, o que significa que qualquer surpresa hawkish do BoE na quinta-feira, 30 de julho — seja nos votos do MPC, seja no tom do Monetary Policy Report — pode desencadear uma cobertura abrupta de posições curtas, tal como já aconteceu recentemente com a notícia política britânica. O viés institucional permanece tecnicamente bearish dado o peso das preocupações fiscais associadas ao Orçamento de Outono de Burnham, mas o posicionamento extremamente vendido cria uma assimetria real: o risco imediato é de alta, não de baixa. Na mesma sessão de quinta-feira, a decisão do BoJ acrescenta uma camada adicional ao mercado do iene — com o PIB do segundo trimestre japonês apenas esperado para meados de agosto, o BoJ terá pouca justificação para surpreender com um aperto, mantendo o JPY vulnerável, especialmente num ambiente de petróleo caro que penaliza os maiores importadores de energia do mundo.
*A decisão mais importante a vigiar esta semana não é nenhuma delas isoladamente — é a combinação entre o tom de Powell na conferência de imprensa do FOMC de quarta-feira e a leitura do Core PCE de quinta-feira, 30 de julho: se ambos apontarem para inflação persistente e crescimento resiliente, o dólar poderá consolidar a sua posição de força e o EUR/USD testar de forma mais séria os 1,13, confirmando que o atual ambiente de risco-off geopolítico está, paradoxalmente, a trabalhar a favor da mo
Publicado: domingo, 26/07, 20:58
Quem está a ganhar a corrida das taxas de juro
Fonte: probabilidades implícitas via futuros OIS e contratos de taxa de juro (dados de fontes oficiais dos bancos centrais) · Spread = taxa implícita base − taxa implícita cotação · Δ 6M = variação do spread no horizonte de 6 meses
Confluência de sinais para EUR/USD — divergência · insider · catalisador · posicionamento COT
Fontes: Fed · BCE · BoJ · BoC · RBA · CFTC · BCE Statistical Data Warehouse · Bloomberg · MUFG · ING Think
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